sábado, 19 de janeiro de 2013

Haroun e o mar de histórias – Salman Rushdie



Uma história para os amantes de histórias

“Haroun guardou para si seus sentimentos sobre brilhantina. Uma coisa ele sabia: que o mundo real era cheio de mágica, de modo que os mundos mágicos podiam muito bem ser reais.”

De onde afinal vêm as histórias? Talvez esse seja um PCD+P/EX, ou seja, Um Processo Complicado Demais Para Explicar. Mas se você estiver pronto para embarcar num mundo de fantasia e onde coisas absurdas podem ser verdade. Rushdie tem o livro perfeito para você.

Haroun e o mar de histórias” nos apresenta a história de Rashid Khalifa, um contador de histórias profissional,super aclamado e reconhecido como o melhor de todos, o Mar de Idéias. Porém após um problema familiar Rashid perde o seu dom. É então que seu filho Haroun, penalizado pela dor do pai, decide encontrar uma forma de trazer a alegria de seu pai de volta. Haroun descobre que as histórias de seu pai possuem uma raiz mais fantástica que qualquer outra história. Seu pai era alimentado por uma torneira mágica vinda de uma lua invisível, onde se encontra o Mar dos Fios de Histórias, que na verdade é a maior biblioteca do universo, e lá se encontram todas as histórias que foram, são ou que ainda serão. Porém este mar corre perigo, já que alguém vem envenenando as histórias. O menino então inicia sua aventura para salvar o Mar e o dom de seu pai.


A escrita de Salman Rushdie é bastante simples, mas absolutamente fluída e contagiante, e por vezes bastante poética. O autor sabe muito bem usar expressões e trocadilhos divertidos que combinam muito bem com o tom leve da narrativa. Um exemplo que me conquistou logo de início foi o apelido dado ao personagem Rashid – O Xá do Blá-blá-blá. É simplesmente ótimo.

Apesar de ser um livro infanto-juvenil ele é enganadoramente simples, e em nenhum momento subestima a capacidade do leitor e consegue de forma sutil levantar questões importantes sobre censura, liberdade, individualidade, valores morais, totalitarismo.

“Mas mas mas, disse o Gavião MasMas, “qual é o sentido de se dar as pessoas Liberdade de Expressão, e depois dizer que elas não devem utilizá-la? E não é o Poder da Palavra o maior de todos os Poderes? Então decerto deve ter plenas garantias de exercício!”

Recomendado a todos que gostam de uma boa história e que acreditam em seu poder.

créditos


 








terça-feira, 8 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

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