segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Marina - Carlos Ruiz Zafón (Desafio Literário 2012)

Esta postagem é parte do Desafio Literário 2012, que no mês de fevereiro tem como tema Nome Próprio (de pessoas).


Sinopse: “Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.”


Conheci o autor Carlo Ruiz Zafón há cerca de três anos quando li “A sombra do vento” e fiquei apaixonada por aquele livro. É sensacional. Pouco tempo depois li outro livro do autor “O jogo do anjo” e acabei me decepcionando bastante, mas custei a acreditar que era do mesmo autor que havia me encantado pouco tempo antes. Achei o livro muito “apressado”, a ligação entre as histórias não me convenceu, enfim esperava bem mais. Até que no final do ano passado foi lançado um novo livro do autor no Brasil, “Marina”, que é uma história que ele escreveu anos antes de seus maiores sucessos, além de ser uma história mais voltada para o público infanto-juvenil. Acabei comprando  o livro para dar mais uma chance ao autor e logo depois disso saíram os temas do DL 2012, assim acabei decidindo esperar uma pouco para lê-lo no mês de nomes próprios.
 
 
O livro conta a história de Oscar Drai, um adolescente que vive em um internato em Barcelona e que gosta de vagar pelas ruas para explorar a cidade. Numa dessas andanças ele acaba conhecendo Marina. Ela leva Oscar para uma visita a um cemitério onde eles avistam uma dama vestida de negro depositar uma rosa em um túmulo sem nome que tem apenas um desenho de uma borboleta negra.  A partir daí os dois jovens passam a investigar a história por trás daquele gesto. Isso levará os dois a uma grande aventura repleta de mistérios.
 
 
A forma com Zafón escreve é bastante envolvente, os cenários são bem descritos, os personagens são bem cativantes, mas ainda assim o livro não me encantou. Acho que a conexão entre as duas histórias não aconteceu de forma plausível. Não consegui descobrir onde estava a motivação para aquela busca incessante que os dois travaram. Outra coisa que me incomodou foi que os personagens secundários entregavam tudo muito fácil àqueles dois adolescentes curiosos. É um bom livro, mas achei o conjunto da obra um tanto forçado. Mas vou pensar que isso se deve a imaturidade do autor quando escreveu o livro.
Agora ficou me perguntando se o fenomenal “A sombra do vento” não foi mais um acerto ocasional do que realmente a obra de um grande escritor. Quero acreditar que não.

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