sábado, 31 de dezembro de 2011

Leituras de 2011



Posso dizer que 2011 foi um bom ano para mim, sem sombra de dúvida muito melhor que o pesadelo que vivi em 2010... E como sempre faço aqui vai um rápido balanço das leituras do ano.
Apesar de ter lido bastante, não li tanto quanto gostaria. Tinha estipulado como meta para mim 50 livros e só sonsegui ler 39, por diversos motivos que me impediram de dedicar o tempo que gostaria a leitura.
Abaixo a lista completa e o meu Top 5 2011, além de algumas expectativas para 2012.


Livros lidos em 2011


1. A guerra dos tronos – George R.R. Martin
2. A pirâmide vermelha – Rick Riordan
3. Alice no país das maravilhas – Lewis Carol
4. As aventuras de Tom Bombadil – J.R.R. Tolkien
5. Os sofrimentos do jovem Werther – J.W. Goethe
6. A canção da espada – Bernard Cornwell
7. Como quebrar a maldição de um dragão – Cressida Cowell
8. Terra em chamas – Bernard Cornwell
9. A vida, o universo e tudo mais- Douglas Adams
10. A bússola de ouro – Phillip Pullman
11. A metamorfose  - Franz Kafka
12. Kandinsky – Hajo Düchting
13. Bando de Pardais – Takashi Matsuoka
14. Trono de Jade – Naomi Novik
15. As cartas de Tolkien – J.R.R. Tolkien
16. A fúria dos reis - George R.R. Martin
17. Como mudar uma história de dragão - Cressida Cowell
18. O doador – Lois Lowry
19. Água para elefantes – Sara Gruen
20. O ladrão de arte – Noah Charney
21. Os dias do cervo – Liliana Bodoc
22. O menino do pijama listrado – John Boyne
23. O grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald
24. A princesa leal – Philippa Gregory
25. Guerra da pólvora negra - Naomi Novik
26. Tequila vermelha - Rick Riordan
27. O lobo das planícies – Conn Iggulden
28. Como me tornei estúpido – Martin Page
29. As formigas – Bernard Weber
30. Guia do herói para vencer dragões mortais- Cressida Cowell
31. Os senhores do arco - Conn Iggulden
32. O herói perdido - Rick Riordan
33. A mulher do viajante no tempo – Audrey Niffenegger
34. Coração de tinta – Cornelia Funke
35. O piso-rouxinol – Lian Hearn
36. Os pilares da terra (vol. 1) – Ken Follet
37. A mecânica do coração – Mathias malzieu
38. O cavaleiro inexistente – Ítalo Calvino
39. O carteiro e o poeta – Antonio Skármeta



Top 5 de 2011 (não necessariamente nesta ordem)


O lobo das planícies – Conn Iggulden
Como me tornei estúpido – Martin Page
As cartas de Tolkien – J.R.R. Tolkien
Os dias do cervo – Liliana Bodoc
Bando de Pardais – Takashi Matsuoka


Para 2012:


Vou estabelecer uma meta bem realista, já que pevejo um ano bastante atribulado (trabalho, vou começar uma nova faculdade e não sei quanto tempo vou ter disponível). Acho que 36 livros é um bom número (média de 3 livros por mês). Se bem que essa questão de números seja bem relativa pois alguns livros fluem mais fácil e rápido, outros precisam de uma atenção maior assim demandam um pouco mais de tempo, isso sem falar que alguns livros são bem pequenos, e outros absurdamentes grandes (e não sei porque mas tenho mania de preferir esses...).
Nesta lista precisarão constar os livros do desafio literário, e os dos meus projetos de clássicos e releituras, além de terminar algumas séries que estão em aberto.
A saber:

-O mochileiro das galáxias - Douglas Adams ("Até mais, e obrigado pelos peixes" e "Praticamente inofensiva")
- Fronteiras do universo  - Phillip Pullman ("A faca sutil" e "A luneta ambar")
- Mundo de tinta - Cornelia Funke ("Sangue de tinta" e "Morte de tinta")
- A saga Otori - Lian Hearn ("A relva por travesseiro" e "O brilho da lua")
- O conquistador - Conn Iggulden ("Os osssos das colinas"e "Império da prata")

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por que ler Tolkien? Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?


Essas são peguntas que já me fiz inúmeras vezes, e tenho as respostas muito claras para mim, mas de certa forma sempre foi muito difícil transformá-las em palavras, escrever algo sobre isso. Mas por que resolvi tocar neste assunto agora? Porque hoje me deparei com um texto, no blog "Meu cantinho literário" (originalmente publicado aqui), escrito por Rogério Lacaz-Ruiz que descreve de forma brilhante o que a literatura escrita por Tolkien representa.  Segue a reprodução do texto:

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Por que ler Tolkien?
Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?

Deus parece que brinca de esconde-esconde com o homem. Ainda que de forma imperfeita, os homens que viveram antes de Cristo criaram deuses e semi-deuses em suas mitologias, uma vez que não conheciam a Deus. Foi justamente esta uma das inspirações de Tolkien para os seus livros: esta "fantasia" do homem na procura do transcendente. O Senhor dos Anéis virou uma obra literária de referência, conquistando milhões de fãs no mundo inteiro. Na Inglaterra, por exemplo, a história que envolve magia e seres fantásticos só vende menos do que a Bíblia. Esta é a chamada no site Submarino para a obra mais conhecida de Tolkien. E onde está a magia destes seres fantásticos? Justamente naquilo que o autor de O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, chama de "sub-criação". Criar é um ato divino; sub-criar, um ato humano.
O exercício da sub-criação é uma realidade observada em todas as pessoas. Todas?! Sim, todas as pessoas podem sub-criar, de certa maneira, seus mundos. A criança cria o seu mundo, o mesmo ocorrendo com o jovem e o adulto.
O grande insight (compreensão clara da natureza íntima de uma coisa) de Tolkien ao escrever seus livros foi o de sub-criar um mundo com todos os detalhes. O autor dizia que, para escrever este tipo de história, é preciso fazer em primeiro lugar um mapa. Caso contrário seria impossível dar continuidade à história que escrevia. Dias e noites, órbitas das luas, distâncias percorridas pelos personagens, localização de cada personagem no tempo e no espaço, tudo isto é pensado pelo autor em cada página do seu livro. Os locais e personagens existem em harmonia no seu mundo sub-criado: a Terra Média. Esta perfeição é o grande atrativo de suas obras.
Mas para que fazer uma sub-criação? Por que criar um mundo novo? E o mais curioso, um mundo que não existiu, não existe, e provavelmente nunca existirá.
Ao criar um mundo, é preciso conhecer o homem, o bem o mal; a coragem e a covardia; a grandeza e a pequenez; no fundo, é preciso conhecer-se e conhecer o outro, a natureza das coisas. Ao longo da narração é possível participar da aventura em cada cena, ser um personagem, ser o pobre, ser o rico, ser o medroso, ser o paciente. Ler Tolkien é ler as nossas mentes, é refletir sobre nossas atitudes, nossa postura diante do mundo. Se alguém atuou assim na Terra Média, como atuaria eu nesta terra? Tolkien, de certa maneira, nos obriga a pensar, a buscar uma resposta para nossas vidas, e inclusive para a realidade da morte O homem pensa, raciocina, busca simplificar a vida. E, em um mundo fora do seu, permite que veja o seu mundo de fora para dentro.
Tolkien experimentou a vida em seus livros, e vivia a sua vida consigo mesmo e com os seus, e, por que não dizer, com Deus. Ao sub-criar, imaginava como Deus fez para criar e manter no ser cada coisa. Desta forma se enxergava a grandeza de Deus, sua infinitude, e nossa finitude. A fantasia não muda a natureza das coisas deste mundo, mas cria outro em que poderíamos viver. Isto é, cria um mundo em que as leis físicas, ainda que dando lugar ao estranho e ao maravilhoso, são coerentes e compreensíveis.
Ao sub-criar este mundo na mente, aprofunda-se na realidade humana, no conhecimento próprio, na existência das coisas, na grandeza e na pequenez do ser humano.
A leitura de Tolkien é um convite a viver o ato sub-criador com suas conseqüências: a compreensão da realidade e a alegria de descobrir no outro mundo criado, quem somos e o que estamos chamados a ser.
Quais as vantagens da sub-criação para a vida das pessoas? "Segundo Tolkien - nas palavras de um de seus biógrafos -, as obras nas quais o autor conseguiu uma sub-criação autêntica, como um mundo secundário, são supremas entre as do seu gênero porque oferecem ao leitor fantasia, recuperação, escape e consolação."
Fantasia é a arte sub-criadora em si; recuperação de voltar a uma visão clara: ver as coisas como realmente deveríamos vê-las; escape é uma fuga momentânea da realidade, do peso da vida, uma volta ao lar e aos sonhos da infância; e o consolo ao qual, de certa maneira, se assemelha a esperança: de que a nossa vida pode, como nos contos de fadas, ter o consolo de um final feliz.
Rogério Lacaz-Ruiz, para o Interprensa - Edição 65 - Ano VI . Março de 2003

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Contagem regressiva O Hobbit

E enfim saiu o trailer de "The Hobbit: An Unexpected Journey".



E o poster.



Aguardando ansiosamente pelo lançamento.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Projeto Releitura & Projeto Clássicos # Apresentação

Pode paracer loucura da minha parte, mas venho aqui para me propor a no próximo ano reler alguns dos livros meus livros favoritos. Digo que é loucura, porque a pilha de livors para serem lidos chega a ser assustadura, mas acho que vale a pena fazer este pequeno projeto pessoal. Afinal, esses são livros que de alguma forma me marcaram profundamente em algum momento da minha vida, alguns há muitos anos. E tenho sentido a necessidade de saber como seria lê-los agora, em outro momento, que sensações irão me despertar... 
Então vou estabelecer como meta reler pelo menos 6 livros no próximo ano (acho que uma meta de uma releitura a cada dois meses é perfeitamente razoável) e resenhá-los aqui, tentado lembrar que impressões me causarão no primeiro contato, porque se tornou um dos meus favoritos e como eu o vejo agora.

Outro desafio que vou me propor e  de ler mais livros clássicos. Não sou daquelas pessoas que tem preconceito com estes livros, pelo contrário eu gosto e muito, mas por uma razão ou outra eles acabam não entrando na minha lista de leituras prioritárias. Então vou me propor o mesmo esquema das releituras (6 clássicos no ano - que não podem ser releituras). Vou tentar intercalar uma releitura com um clássico ao longo dos meses, preenchendo as lacunas com os livros do desafio literário e outras leituras.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Posso me mudar agora?

O paraíso é aqui.


Por que? É só olhar o lado de dentro.



Biblioteca Municipal de Stuttgart que teve custo de cerca de 80 milhões de euros ( R$ 196 milhões).

Fonte: PEGN
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