quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Último Reino (Crônicas Saxônicas - vol. 1) - Bernard Cornwell


Sinopse: "O Último Reino" é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos. "O Último Reino" não se resume a cenas de batalhas bem escritas e reviravoltas cheias de ação e suspense. O livro apresenta os elementos que consagraram Cornwell: história e aventura na dose exata. Uma fábula sobre guerra e heroísmo que encanta do início ao fim.
O Último Reino trata-se de um livro típico de Bernard Cornwell, ou seja, temos a guerra nua e crua. Logo no início do livro ficamos encantados por Uhtred, a despeito de sua arrogância, impetuosidade e belicosidade, e ávidos poe descobrir qual será seu destino, já que agora ele tem consciência de que não passa de mais uma peça no jogo da vida. Ragnar, o Intrépido, também é outro personagem apaixonante.

Um detalhe nos livros do Cornwell que me fascina cada vez mais é a forma incrível como mesmo depois de tantas descrições de "paredes de escudos" (sim, elas estão lá novamente), ele consegue sereiventar e descrevê-las de uma nova forma a cada.

É um livro que vale a pena ser lido.

"Quando a gente é jovem e impotente sonha em possuir força mística, e quando cresce e fica forte condena as pessoas inferiores a esse mesmo sonho..."

"... mas eu queria ver um padrão nos fios da vida. No fim encontrei um, e não tinha nada a ver com qualquer deus, e sim com as pessoas. Com as pessoas que amamos. Meu harpista está certo em sorrir quando canta que sou Uhtred, o Doador de Presentes, Uhtred, o Vingador ou Uhtred, o Fazedor de Viúvas, porque é velho e aprendeu o que eu aprendi, que na verdade sou Uhtred, o Solitário. Somos todos solitários e todos procuramos uma mão para nos segurar no escuro. Não é a harpa, e sim a mão que a toca."

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