segunda-feira, 1 de março de 2010

NARN I CHÎN HÚRIN - Os Filhos de Húrin



Há alguns meses recebi a noticia de que finalmente seria lançado no Brasil um dos livros póstumos de J.R.R. Tolkien: “Os Filhos de Húrin”. E claro, como grande fã de Tolkien, não poderia deixar de ler. De todos os contos sobre os Dias Ancestrais da Terra Média, esta foi a que Tolkien trabalhou por mais tempo, reescrevendo-a diversas vezes. A história de Túrim Turambar já havia sido apresentada no Silmarillion e nos Contos Inacabados, mas ainda de forma incompleta, agora o filho do autor, Christopher Tolkien, consegui reunir as diferentes versões em u texto único, de narrativa contínua, e sem as interferências editoriais presentes anteriormente.

SINOPSE:
Antes da lendária era de O Senhor dos Anéis, um poderoso espírito dominado pelo Senhor do Escuro ameaça a vida dos Filhos de Húrin.
Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, habita na vasta fortaleza de Angband, ao norte; e à sombra do temor de Angband e da guerra travada por Morgoth contra os elfos, os destinos de Túrin e de sua irmã Niënor serão tragicamente entrelaçados.
A vida breve e apaixonada dos dois irmãos é dominada pelo ódio visceral que Morgoth tinha deles, os filhos de Húrin, o homem que ousara desafiá-lo frente a frente. Contra eles, Morgoth envia seu mais temível servo, Glaurung, um poderoso espírito na forma de um enorme dragão de fogo sem asas, numa tentativa de cumprir sua maldição e destruir os filhos de Húrin.
Sem dúvida trata-se do mais sombrio e doloroso de todos os contos de Tolkien, mas nem por isso o livro torna-se menos belo. Na trama, Húrin, um dos grandes guerreiros humanos dos primeiros dias, junta-se aos elfos em uma grande batalha contra Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, e acaba sendo capturado. Levado para as profundezas da fortaleza de Angband, recusa-se a trair seus companheiros e desafia Morgoth, assim este amaldiçoa Húrin e toda sua família. A partir daí, passamos a acompanhar os passos do destino errante de Túrin, de seus esconderijos na floresta, a perseguição e a resistência mesmo com esperança cada vez menor. Mas, mais do que uma guerra do bem contra o mal, trata-se de uma batalha contra si mesmo, pois por mais que a maldição imposta seja forte, a impetuosidade, arrogância e orgulho de Túrin e sua família acabam fazendo que estes caiam na rede de mentiras e manipulações de Glaurung conduzindo-os para um fim trágico, pois nem todas as histórias têm finais felizes.
Mais uma vez os valores e as relações humanas são ponto fundamental da história: a impulsividade e beliscimo de Túrin, a arrogância e o orgulho de Morwen, a amizade e o amor de Beleg, o senso de justiça de Turgon, o rancor de Morgoth pelo homem que ousou desafiá-lo, mas acima de tudo de esperança mesmo contra todas as adversidades.
Enfim, mais um livro indispensável do mestre da literatura fantástica J.R.R.Tolkien.

PS: As ilustrações de Alan Lee, que já ilustrou outras obras do autor e fez parte da equipe de produção da trilogia cinematográfica, são um complemento de luxo a uma história por si só já fascinante.



  

2 comentários:

  1. Olá Mary,
    Sou amante da literatura como você, e até mesmo arrisco dar uma de escritor. haha.
    Este é um dos melhores livros que já li, sem dúvidas. Ao se tratar de Tolkien, é certo que as histórias sejam marcantes.
    Abraços,
    Raphael.

    ResponderExcluir
  2. É verdade Raphael, Tolkien é sempre fascinante. Obrigado pelo comentário
    Mary

    ResponderExcluir

Related Posts with Thumbnails