sábado, 14 de novembro de 2009

Eu sou o mensageiro


Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor.


Seu emprego: taxista. Sua filiação: um pai morto pela birita e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados. Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe.


Markus Zusak, autor do best-seller A Menina que Roubava Livros, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e... só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz. Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro.


Leitura mais que recomendada.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Millenium

Para recomeçar, vou falar de uma das maiores paixões que tenho na vida: LER. É quase uma compulsão, nem bula de remédio e manual de equipamento eletrônico se salvam comigo... haha... E este ano pude finalmente retomar meu hábito de ler compulsivamente, que fiu obrigada a reduzir nos últimos anos por tempo, - dindin, outras coisas para fazer, etc... Mas finalmente também voltei a isto.


Mas vamos ao livro. Ou melhor, aos LIVROS. E são livros com letras maiúsculas.
Trata-se da trilogia Milleniun, do sueco Stieg Larsson. É indescritível o que senti lendo estes livros. Sem dúvida entrou para a lista dos meus favoritos. É uma história absolutamente atual, e a forma como Larsson escreve me encantou profundamente, os personagens saõ fascinantes. A lamentar só o fato ter certeza de que não terei outro livro de Larsson para apreciar...
Abaixo um resumo de cada livro:

Os homens que não amavam as mulheres

O jornalista Mikael Blomkvist acaba de ser condenado e sentenciado a três meses de prisão por difamar um poderoso financista. Recebe, então, uma proposta intrigante: o grande industrial Henrik Vanger quer contratá-lo para escrever a biografia de sua conturbada família. Mas, sobretudo, Vanger quer que Mikael investigue o sumiço de sua sobrinha Harriet, desaparecida sem deixar vestígios há quase quarenta anos. Henrik também se dispõe a salvar a Millenium, revista capitaneada por Mikael, e que se encontra em risco de falência. De início contrariado, o jornalista acaba aceitando a tarefa.Harriet desapareceu quando sua família se reunia para um encontro em uma ilha. Inteligente e sensível, a moça era a favorita de Henrik. Suspeitos não faltam, pois, se todas as famílias têm esqueletos no armário, o clã Vanger parece dispor de um cemitério inteiro. Em sua busca febril, Mikael recebe a ajuda de uma jovem e genial hacker, Lisbeth Salander, cuja magreza anoréxica só é comparável à fúria silenciosa que nutre contra a sociedade. Mas, como Mikael logo compreende, se alguém oculta um segredo torpe, é certo que Lisbeth irá descobri-lo. E, de fato, pouco a pouco, o jornalista e sua improvável parceira desvendam um verdadeiro circo de horrores.Os homens que não amavam as mulheres não é apenas um dos mais comentados romances policiais dos últimos anos, tendo tomado de assalto a lista dos mais vendidos dos países onde foi publicado. É uma obra de dimensões oceânicas, que se desdobra pelos mais diversos aspectos da vida moderna – os crimes de colarinho branco, a responsabilidade do jornalismo econômico com a ciranda financeira, o fenômeno da internet e da invasão de privacidade, o ódio contra as minorias. Por isso, além de seduzir com seu intrincado mistério, fornece uma reflexão ética sobre a sociedade atual, sobre os segredos de cada um e a responsabilidade de todos.

A menina que brincava com fogo

revista Millennium está prestes a lançar a bomba mais explosiva já publicada na Suécia sobre o tráfico de mulheres – um escândalo de grandes proporções incluindo figurões do cenário policial, jornalístico e judiciário. Pouco antes da edição vir à luz, porém, os dois autores das denúncias são mortos a tiros. E essa não é a única má notícia que Mikael Blomkvist, editor-chefe da Millennium, tem de enfrentar: segundo a policia, a principal suspeita dos homicídios é sua amiga, Lisbeth Salander.
Lisbeth ajudou-o na investigação de outro caso intrincado, e salvou sua vida. Dotada de memória fotográfica e incrível habilidade em cálculos matemáticos e com computadores – inclusive para invadir sistemas alheios – , ela carrega um misterioso trauma juvenil. Tudo indica que esse trauma, na esteira do qual foi condenada à internação psiquiátrica aos doze anos e julgada juridicamente incompetente aos dezoito, pode ter ligação com os acontecimentos atuais. Procurada e acusada à revelia por três assassinatos, a moça desaparece, enquanto a polícia sueca monta uma megaoperação para caçá-la e a mídia apresenta o caso com o costumeiro sensacionalismo. Mas não será fácil apanhá-la. Menos do que uma vítima indefesa ou, como a imprenssa marrom a descreve, uma assassina desequilibrada, Lisbeth age como um anjo vingador, castigando os pecadores com fúria implacável. Mikael quer encontrá-la antes de todos. Ele sabe que, se provocada ou ameaçada, ela pode atacar – com resultados imprevisíveis.

A rainha do castelo de ar

Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto sueco, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander – na época com apenas doze anos – num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a policia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria publica que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez – ao que parece – para sempre.Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.


Simplesmente espetacular!!!

domingo, 19 de abril de 2009

Canção do dia de sempre



Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...



Mario Quintana

domingo, 15 de março de 2009

Eu me aprecio bem mais do que costumo


"Eu me aprecio bem mais do que costumo;
contigo no coração, valho mais que eu mesmo,
como pedra que depois de talhada,
vale mais que pedra bruta.
Ou como folha de papel, escrita ou pintada,
é mais apreciada que um pano qualquer,
assim me tornei, desde que alvo me fiz
marcado por tua face, e não me queixo.
Seguro com tal marca, vou a qualquer lugar,
como quem se carrega de armas e sortilégios,
que todo perigo afugenta.
Protegido contra água e contra fogo,
com teu emblema, ilumino qualquer cego
e com minha saliva curo todo veneno."



"I’mi son caro assai più ch’i’ non soglio;
poi ch’i‘ t’ebbi nel cor più di me vaglio,
come pietra c’aggiuntovi l’intaglio
È di più pregio che ‘l suo primo scoglio.
O come scritta o pinta carta o foglio
più si riguarda d’ogni straccio o taglio,
tal di me Fo, da po’ ch’i‘ fu berzaglio
segnato dal tuo viso, e non mi doglio.
Sicur com tale stampa in ogni loco
vo, come quel c’há incanti o arme seco,
c’ogni periglio gli fan venir meno.
I’l vaglio contr’all foco,
col segno tuo rallumino ogni cieco,
e col mie suto sano ogni veleno."



Michelangelo Buonarroti
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