quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Cidades Invisíveis


Li isto pela primeira vez quando tinha 15 ou 16 anos, e talvez pela primeira vez tenha encontrado algo que definisse tão bem a forma como vejo o mundo e, infelizmente, a forma como os outros o vêem, afinal parece que a estupidez tomou conta deste mundo. Desde então tem sido quase que uma "filosofia de vida", que carrego comigo a todo instante, para me lembrar de que por mais difícil que possa parecer, sempre vale a pena acreditar e lutar por aquilo que realmente é importante,... e como ainda existem coisas que valem a pena.


Só peço a Deus que nunca permita que venha a fazer parte do primeiro grupo.


“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.”
(Ítalo Calvino, em "Cidades Invisíveis")

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